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Por Equipe CasusPublicado em 28 de agosto de 20263 min de leitura

Como se tornar fonte de imprensa: o caminho para sócios que querem ser citados como especialistas

Virar fonte de imprensa como advogado não depende de sorte ou contatos antigos. Veja o caminho prático para sócios que querem ser citados como especialistas.

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Tornar-se fonte de imprensa é resultado de um processo, não de sorte: exige ter uma posição clara sobre temas do próprio nicho, estar disponível e responsivo quando um jornalista precisa de comentário rápido, e ter um histórico público (artigos, LinkedIn) que comprove a especialização antes mesmo do primeiro contato com a imprensa.

Por que alguns sócios viram fonte recorrente de imprensa e outros nunca são procurados

Jornalistas procuram quem já demonstrou, publicamente, que entende do assunto e responde rápido — não necessariamente quem é tecnicamente melhor.

Um jornalista de economia ou negócios, ao precisar de um comentário sobre uma mudança regulatória ou uma decisão judicial relevante, raramente parte do zero: ele busca alguém que já apareceu antes, cujo nome está associado àquele tema em uma busca rápida, ou que foi indicado por um colega de redação. Isso significa que a competência técnica sozinha não gera esse tipo de oportunidade — ela precisa estar visível em algum lugar antes do jornalista precisar dela.

O que precisa existir antes do primeiro contato com a imprensa

Um histórico público mínimo — artigos no blog do escritório, posições no LinkedIn, presença em algum diretório do setor — que funcione como prova de especialização quando um jornalista pesquisar o nome.

Isso não significa esperar meses antes de tentar qualquer contato: significa que, quando o contato acontecer, é importante que exista algo além de um perfil vazio para o jornalista encontrar. Três ou quatro textos bem posicionados sobre o nicho específico já cumprem esse papel.

Como começar a ser encontrado por jornalistas

Responder rápido às oportunidades que já existem — pautas abertas em grupos de assessoria, solicitações via redes profissionais — costuma valer mais do que esperar um convite espontâneo.

Existem canais ativos onde jornalistas buscam fontes com regularidade, incluindo grupos e plataformas voltadas a esse tipo de conexão entre imprensa e especialistas. Participar desses canais, mesmo sem uma assessoria de imprensa formal, já aumenta a chance de ser encontrado. A resposta rápida e objetiva — muitas vezes jornalistas trabalham com prazos de poucas horas — pesa tanto quanto a qualidade do comentário em si.

O que evitar nesse processo

Respostas genéricas demais, ou comentários que soam como propaganda do próprio escritório em vez de análise real do tema.

Jornalistas descartam rapidamente fontes que usam o espaço para autopromoção em vez de análise substantiva. Vale lembrar também que qualquer declaração pública de um advogado precisa observar as regras de publicidade da advocacia da OAB — o comentário técnico é bem-vindo; a autopromoção direta em veículo de imprensa, não.

Perguntas frequentes

Preciso de assessoria de imprensa para começar a ser fonte de jornalistas?
Não necessariamente no início. É possível começar de forma orgânica, respondendo pautas em grupos e plataformas de conexão entre imprensa e fontes. Uma assessoria profissional ajuda a escalar esse processo depois que ele já mostrou resultado.
Quanto tempo leva até a primeira citação em imprensa?
Varia muito, mas costuma levar entre três e seis meses de presença ativa e histórico público mínimo antes da primeira citação relevante — participar de pautas abertas pode acelerar esse prazo.
Existe algum limite do que um advogado pode declarar à imprensa?
Sim — as regras de publicidade da OAB restringem autopromoção direta e determinadas formas de divulgação. O comentário técnico e a análise de um tema são bem-vindos; vale revisar as diretrizes vigentes antes de qualquer declaração mais promocional.
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