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Por Equipe CasusPublicado em 06 de setembro de 20263 min de leitura

Os erros mais comuns de escritórios que tentam fazer marketing de conteúdo sozinhos

Escritórios que tentam fazer marketing de conteúdo jurídico sem método costumam cometer os mesmos erros. Veja quais são e como evitá-los.

Conteúdo

Os erros mais comuns de escritórios que tentam fazer marketing de conteúdo sozinhos são: tentar cobrir todos os temas do Direito em vez de um nicho, escrever para outros advogados em vez de para o cliente, parar a produção assim que o resultado imediato não aparece, e tratar conteúdo como tarefa isolada, sem conexão com posicionamento e captação.

Erro 1: tentar cobrir todos os temas do Direito

Um blog que tenta falar sobre tudo — trabalhista, tributário, família, empresarial — não constrói autoridade em nenhuma dessas áreas.

Esse é o erro mais comum em escritórios com mais de uma área de atuação: cada sócio quer ver conteúdo sobre a própria especialidade, e o blog vira um mosaico sem direção clara. O leitor (e a IA que avalia o conjunto do site) não consegue identificar em que o escritório é, de fato, referência.

Erro 2: escrever para outros advogados, não para o cliente

Um texto cheio de citações doutrinárias e linguagem processual impressiona colegas de profissão, mas não é o que o cliente final está buscando quando pesquisa sobre o próprio problema.

Isso costuma acontecer porque é mais confortável escrever no registro em que se treinou a vida inteira — o da petição, do parecer, do artigo acadêmico. Mas o objetivo do blog não é demonstrar erudição para pares; é responder à pergunta real de quem está do outro lado, decidindo se contrata ou não.

Erro 3: parar a produção assim que o resultado imediato não aparece

Marketing de conteúdo jurídico é investimento de médio prazo; abandonar depois de dois ou três meses sem resultado visível é o motivo mais comum de fracasso da estratégia.

É raro ver retorno significativo antes de seis meses de publicação consistente — e mesmo assim, o retorno inicial costuma ser reconhecimento e autoridade, não volume de leads. Escritórios que esperam resultado de captação já no segundo mês tendem a concluir, erradamente, que "conteúdo não funciona para advocacia".

Erro 4: tratar conteúdo como tarefa isolada

Conteúdo sem conexão com segmentação, presença de marca e processo comercial gera tráfego que não vira, de fato, negócio.

Um blog bem escrito, mas desconectado de uma estratégia mais ampla de posicionamento, atrai atenção que se perde no caminho até a decisão de contratação. É esse o motivo pelo qual conteúdo, sozinho, raramente sustenta o crescimento de um escritório — ele precisa estar amarrado a segmentação clara, presença consistente e um processo comercial que sabe o que fazer com quem chega através dele.

Perguntas frequentes

É possível corrigir esses erros depois de meses de blog sem direção clara?
Sim — a correção mais comum é redefinir o foco temático em torno do nicho de maior valor para o escritório e reaproveitar o conteúdo existente que se encaixa nessa nova direção, em vez de recomeçar do zero.
Contratar uma agência de marketing jurídico resolve esses problemas automaticamente?
Resolve quando a agência entende de posicionamento jurídico, não apenas de produção de conteúdo genérico. Vale avaliar se a proposta parte de um diagnóstico de ICP e nicho, ou só de um calendário de postagens.
Quanto tempo um escritório deve esperar antes de considerar que a estratégia não está funcionando?
Pelo menos seis meses de execução consistente, com revisão de indicadores de autoridade (não só de leads) nesse período, antes de qualquer decisão de mudar de estratégia.
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